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● Gestão de pessoas

Enquetes no TIRVU+: pesquisa de clima e questionário da NR-01

Como usar as Enquetes do TIRVU+ em pesquisas de clima e no questionário de riscos psicossociais da NR-01, com o modelo COPSOQ como padrão e o que diz o MTE.

Por Equipe Tirvu··11 min de leitura
Ilustração de um celular com uma enquete de respostas em escala, um painel com gráficos de resultados e um balão de conversa com um coração

Em operações com equipes espalhadas por postos, como vigilância, limpeza, portaria e facilities, o RH raramente consegue conversar com todo mundo. Saber o que as equipes pensam da escala, da liderança e da pressão do dia a dia exige um canal que chegue até elas. Desde 26 de maio de 2026, ouvir os trabalhadores ganhou também peso legal: o texto novo da NR-01 diz que o gerenciamento de riscos ocupacionais abrange os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho (item 1.5.3.1.4) e manda consultar os trabalhadores sobre a percepção de riscos (item 1.5.3.3).

O módulo Enquetes do TIRVU+ cuida dessa escuta: pesquisas de clima e de satisfação com colaboradores e clientes e o questionário de riscos psicossociais da NR-01, que já vem com o modelo do Questionário Psicossocial de Copenhague (COPSOQ) como padrão. O colaborador responde pelo app, as respostas podem ser anônimas e os resultados aparecem em tempo real. Veja como usá-lo e o que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) orienta sobre questionários.

Este texto reflete a legislação e as informações oficiais disponíveis na data de publicação.

O que o módulo Enquetes faz

  • Pesquisas de clima com os colaboradores, para medir como as equipes se sentem no trabalho;
  • Pesquisas de satisfação com colaboradores e com os clientes dos contratos;
  • Questionário de riscos psicossociais da NR-01, com o modelo COPSOQ como padrão, como apoio à avaliação feita pelo SST;
  • Pesquisas rápidas, com as opiniões coletadas e os resultados acompanhados em tempo real;
  • Resposta pelo app: o colaborador responde no celular, sem ir ao escritório nem depender de computador no posto;
  • Respostas anônimas: as respostas podem ser anônimas, como o MTE recomenda para questionários psicossociais.

No simulador de planos, o perfil NR-01 junta as Enquetes a dois módulos que completam o trabalho: o Canal de denúncia, anônimo, com protocolo de acompanhamento e análise confidencial, e os Treinamentos, com certificações, reciclagens e alertas de vencimento.

As multas ligadas aos riscos psicossociais estão suspensas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde junho, e em setembro a suspensão foi prorrogada por mais 90 dias. A obrigação de gerenciar esses riscos, porém, continua valendo, como explicamos em NR-01 e riscos psicossociais: o que vale com as multas suspensas pelo STF.

O que o MTE diz sobre questionários

O MTE publicou um guia sobre os fatores de riscos psicossociais (2025) e uma rodada de perguntas e respostas sobre o capítulo de gerenciamento de riscos da NR-01 (abril de 2026). Os pontos que importam para quem vai aplicar uma pesquisa:

  • Não é obrigatório. A NR-01 não define ferramenta oficial. A empresa escolhe, com seus profissionais de SST, o método: questionários, observação da atividade com diálogo, oficinas ou uma combinação.
  • Sozinho, não basta. O questionário é uma opção, mas aplicado de forma isolada não caracteriza o gerenciamento dos riscos psicossociais. Os resultados precisam ser analisados e incorporados à Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) e ao inventário de riscos, e não dispensam o plano de ação.
  • Anonimato. Para o guia, se houver questionário, "é muito importante manter o anonimato, dando essa garantia para o trabalhador".
  • Aviso prévio. O guia recomenda conversar com as equipes antes, explicar que haverá um questionário, para que serve e o que se espera dele.
  • Grupos muito pequenos. Com uma ou duas pessoas, observação e diálogo funcionam melhor do que um questionário, sempre com cuidado com a confidencialidade.
  • Ferramenta adequada. A NR-01 pede ferramentas de avaliação adequadas ao risco (item 1.5.4.4.2.1), e o guia lembra que elas devem refletir as condições reais de trabalho da empresa.

O modelo padrão: COPSOQ

No TIRVU+, o questionário de riscos psicossociais já vem com o modelo do Questionário Psicossocial de Copenhague (Copenhagen Psychosocial Questionnaire, COPSOQ). As duas primeiras versões foram criadas pelo Centro Nacional de Pesquisa do Ambiente de Trabalho da Dinamarca, e a terceira, por uma rede internacional de pesquisadores, a International COPSOQ Network. Antes da terceira versão, o questionário já era usado em 40 países e estava traduzido para 18 idiomas, segundo o artigo que a apresentou, em 2019.

Na versão média internacional do COPSOQ III, as perguntas se organizam em áreas como:

  • exigências do trabalho: quantidade de tarefas, ritmo e exigências emocionais;
  • organização e conteúdo do trabalho: influência no trabalho, possibilidades de desenvolvimento e controle sobre o horário;
  • relações e liderança: reconhecimento, clareza e conflitos de papel, qualidade da liderança e apoio do supervisor e dos colegas;
  • trabalho e indivíduo: insegurança no emprego, satisfação e conflito entre trabalho e vida pessoal;
  • capital social: confiança e justiça organizacional;
  • saúde e bem-estar.

A versão longa inclui ainda comportamentos ofensivos, como assédio e violência. As versões curta e média são as indicadas para uso nas empresas. Várias dessas áreas conversam com os fatores do guia do MTE, como sobrecarga, falta de autonomia, baixa clareza de papel, falta de suporte, reconhecimento e justiça organizacional.

No Brasil, a versão curta do COPSOQ II foi adaptada e validada (COPSOQ II-Br), com 40 perguntas em 23 dimensões e respostas numa escala de cinco pontos. Um artigo de 2026 da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional lembra que a nova NR-1 incentiva instrumentos válidos e confiáveis, mas alerta: aplicar o questionário só para cumprir a norma, sem mudar a organização do trabalho, não melhora a situação.

O modelo é um ponto de partida sólido, e a regra do MTE continua valendo: o SST confirma se o instrumento é adequado aos riscos da empresa e completa a avaliação com observação e conversa.

Onde as Enquetes entram na NR-01

O que a NR-01 pede Como o TIRVU+ ajuda O que continua com o SST
Consultar os trabalhadores sobre a percepção de riscos (1.5.3.3, "b") Questionário anônimo pelo app, por posto ou função Conversar com as equipes e observar o trabalho real
Identificar perigos, inclusive os psicossociais (1.5.3.1.4) Modelo COPSOQ, com exigências, autonomia, apoio, reconhecimento e justiça Analisar a organização do trabalho na AEP
Classificar os riscos com critérios documentados (1.5.4.4.2.2) Resultados em tempo real para comparar grupos Definir severidade, probabilidade e nível de risco
Comunicar aos trabalhadores os riscos e as medidas (1.5.3.3, "c") Comunicados no Portal do colaborador Manter o inventário e o plano de ação em dia
Revisar a avaliação depois das medidas (1.5.4.4.6) Repetir a pesquisa e comparar os resultados Revisar a cada dois anos ou quando a norma exigir

Como montar o questionário psicossocial

  1. Defina as unidades de avaliação. O MTE sugere posto, função, setor ou grupo similar de exposição, compatíveis com as do PGR e da AEP. Em terceirização, o posto de cada contrato costuma ser a unidade natural.
  2. Parta do modelo padrão. No TIRVU+, o questionário já vem com o COPSOQ, um instrumento validado (o guia do MTE lembra que há muitos, nacionais e internacionais). Com o SST, confirme se ele atende à realidade dos postos.
  3. Confira a cobertura dos fatores do guia. Compare as áreas do questionário com a lista do MTE, que tem 13 exemplos: assédio de qualquer natureza, má gestão de mudanças, baixa clareza de papel, baixas recompensas e reconhecimento, falta de suporte, baixo controle ou falta de autonomia, baixa justiça organizacional, eventos violentos ou traumáticos, subcarga, sobrecarga, maus relacionamentos no trabalho, condições de difícil comunicação e trabalho remoto e isolado. O que ficar de fora entra na observação, na conversa com as equipes ou numa pesquisa rápida complementar.
  4. Se complementar, escreva perguntas simples. Frases curtas, uma ideia por pergunta e a mesma escala de respostas do começo ao fim. Nada de pedir diagnóstico ou dados de saúde.
  5. Avise antes e garanta o anonimato. Explique o objetivo, quem verá os resultados e o que acontece depois. Nas Enquetes, use a resposta anônima e deixe isso claro no convite. Como a resposta é pelo app, combine com as lideranças um tempo para responder dentro da jornada.
  6. Leia os resultados por grupo. Compare postos e contratos e evite expor grupos tão pequenos que permitam identificar quem respondeu. Cruze com faltas, atestados, horas extras e rotatividade: no TIRVU+, os módulos de Absenteísmo, Turnover e Indicadores mostram esses dados por contrato, posto ou equipe.
  7. Leve ao inventário e ao plano de ação. O SST analisa, classifica os riscos e define as medidas. Para a sobrecarga, o guia cita exemplos como priorização de tarefas, pausas regulares, metas realistas e reforço das equipes.
  8. Dê retorno e repita. Mostre às equipes o que foi encontrado e o que vai mudar. Depois das medidas, a NR-01 manda reavaliar os riscos, e repetir a pesquisa ajuda a medir o efeito.

Exemplos de perguntas complementares sobre a rotina dos postos (ilustrativos, não fazem parte do COPSOQ):

Fator do guia do MTE Exemplo de pergunta para equipes em postos
Sobrecarga Com que frequência você precisa estender o turno para cobrir faltas?
Falta de suporte Quando surge um problema no posto, você consegue falar com seu supervisor?
Baixa clareza de papel Você sabe exatamente o que é sua responsabilidade no posto?
Maus relacionamentos Você já foi tratado com desrespeito por alguém no local de trabalho?
Difícil comunicação As mudanças de escala chegam a você com antecedência suficiente?
Trabalho isolado Você trabalha sozinho por longos períodos, sem ter a quem recorrer?

Muito além da NR-01

  • Clima: uma pesquisa periódica mostra como as equipes evoluem e onde a liderança precisa de apoio.
  • Clientes: pesquisas de satisfação com os contratantes antecipam problemas antes da renovação do contrato.
  • Consultas rápidas: avaliar um treinamento, uma mudança de escala ou um uniforme novo leva minutos, e os resultados aparecem em tempo real.

Assédio: a pesquisa não substitui o canal de denúncia

A enquete mostra a percepção do grupo, mas um caso concreto de assédio precisa de outro caminho. Pela Lei 14.457/2022, as empresas com Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA) devem ter regras de conduta, procedimentos para receber e acompanhar denúncias com anonimato de quem denuncia, o tema nas atividades da CIPA e capacitações ao menos a cada 12 meses (art. 23).

É por isso que o perfil NR-01 do TIRVU+ junta as Enquetes ao Canal de denúncia e aos Treinamentos: a pesquisa aponta onde olhar, o canal recebe os relatos e os treinamentos registram as capacitações.

O que fazer agora

  • Definir com o SST o método de avaliação psicossocial e onde o questionário entra
  • Escolher unidades de avaliação compatíveis com o PGR e a AEP
  • Montar o questionário cobrindo os fatores do guia do MTE
  • Avisar as equipes sobre objetivo, anonimato e prazo antes de abrir a pesquisa
  • Combinar com as lideranças um tempo de resposta dentro da jornada
  • Analisar os resultados por grupo e levar ao inventário e ao plano de ação
  • Dar retorno às equipes e repetir a pesquisa depois das medidas

Perguntas frequentes

A NR-01 obriga a aplicar um questionário?

Não. O MTE afirma que questionários não são obrigatórios e que a NR-01 não define ferramenta oficial. A empresa pode usar questionários, métodos qualitativos, abordagens participativas ou uma combinação. Quem optar pelo questionário no TIRVU+ já encontra o COPSOQ como modelo padrão.

O resultado da enquete já é a avaliação de riscos psicossociais?

Não. Sozinho, o questionário não comprova o gerenciamento desses riscos. Os resultados precisam ser analisados e incorporados à AEP e ao inventário de riscos, e não dispensam o plano de ação.

A pesquisa precisa ser anônima?

O guia do MTE considera muito importante manter o anonimato quando houver questionário, e nas Enquetes do TIRVU+ as respostas podem ser anônimas. Em grupos muito pequenos, observação e diálogo costumam funcionar melhor, sempre com cuidado com a confidencialidade.

Conclusão

Uma pesquisa bem feita é o jeito mais rápido de ouvir quem está no posto, mas é o começo do trabalho, não o fim. Na NR-01, as respostas viram insumo para a avaliação do SST, para o plano de ação e para o retorno às equipes. Para ver por que o tema pesa na operação, leia Afastamentos por saúde mental batem recorde: o que o RH pode fazer.

Quer aplicar pesquisas de clima e o questionário da NR-01 pelo app, com o modelo COPSOQ pronto, respostas anônimas e resultados em tempo real? Fale com a equipe da Tirvu e veja as Enquetes do TIRVU+ funcionando na sua operação, junto com o Canal de denúncia e os Treinamentos.

Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação jurídica especializada.

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  • #PGR
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